Em meados de 1744, Leonard Euler investigava soluções na forma
e
para equações diferenciais, mas não analisou o problema muito a fundo. Lagrange, um admirador do trabalho de Euler, em seu trabalho de integrar funções de densidade de probabilidade, investigou integrais da forma
.
Esses tipos de integrais chamaram a atenção de Laplace em 1782, quando ele estava seguindo as idéias de Euler, usando integrais como soluções de equações diferenciais. Porém, em 1785, Laplace deu um enorme passo à frente quando, ao invés de olhar para soluções na forma de integrais, ele passou a utilizá-las do modo em que se popularizaram. Ele usou uma integral da forma:

parecida com a transformada de Mellin, que transforma toda a equação e procura soluções para a equação transformada. Laplace então passou aplicar sua transformada de modo análogo e a perceber algumas de suas propriedades, começando a perceber sua potencial força.
As transformadas integrais, de modo geral, servem para resolver problemas em que a solução em seu domínio original é muito difícil. Por exemplo, algumas equações diferenciais que dependem do tempo podem ser facilmente resolvidas em um domínio-alvo, ao fazer uma mapeamento do domínio original para um domínio-alvo e depois remapeando a solução para o domínio original.
Elas podem ser descritas como uma integral definida do produto de um núcleo
e de uma função com domínio em
:

Assim, temos como resultado da integral, uma função
.
O núcleo da transformada de Laplace, como a conehcemos hoje é
, e a transformada é:

onde f(t) é uma função real.
Porém, na maioria dos casos para análise dos resultados obtidos, nos basta a integral de zero a infinito:

Para simplificar a notação, adota-se
para representar a transformada de Laplace de uma função f(t).
Como exemplo, veja o cálculo da transformada da função
.










